Skip to content

Slide 30 de junho, 2020 O super
mercadismo na pandemia
recorde de vendas, desigualdades, riscos e falta de transparência
Até meados de março, Madalena tinha uma das profissões mais seguras do mundo. Caixa de supermercado.
Mas a pandemia de Covid-19 mudou tudo. Hoje, poucas profissões são mais arriscadas. Um de cada dois trabalhadores de supermercado está em risco de infectar-se, segundo um estudo.

Leia a reportagem completa

Slide Para piorar, Madalena trabalha em uma unidade do Atacadão – “atacarejo” do Carrefour na zona norte de São Paulo.
É um lugar insalubre per se. Instalado num bairro com problemas “naturalmente graves”. Não faz falta um vírus: a idade média ao morrer é de 61 anos. Vinte a menos que em áreas de classe alta.
Mas em junho de 2020 se tornou um dos piores lugares do mundo: uma das lojas mais movimentadas da área com mais mortes, do estado com mais mortes, do país com mais mortes da América Latina.
“Os clientes estão em cima de nós. Não há nenhum distanciamento”, disse Madalena por telefone no começo de abril.
Slide Um vídeo gravado nessa loja viralizou: um homem pede solidariedade e alerta para o perigo de estarem todos amontoados. veja o vídeo “Foram sete dias como 23 de dezembro”, celebrou Belmiro Gomes, CEO do Assaí, o
“atacarejo” do Pão de Açúcar, em referência à primeira semana de quarentena.

Leia a reportagem completa

Os afortunados batem recordes de compra pela internet. Os pobres colocam o corpo: amontoam-se em frente à gôndola enquanto expõem a risco outros pobres, como Madalena, que os atendem. O que ela te disse? Ignorou. E se foi. E eu fiquei aí, atendendo as pessoas. Até que chamei o segurança e disse: ‘Desculpa, mas eu tenho que sair. Vou desmaiar.’
Passaram 45 dias.
Voltamos a ligar para Madalena.
No trabalho. Eu estava suando frio, passando mal. E você disse? Sim, imediatamente. Para a supervisora. Onde você recebeu diagnóstico?
O Carrefour declara haver adotado altos padrões de segurança. Os funcionários discordam. Depois de sete dias, com dificuldade para respirar, Madalena teve de voltar ao trabalho. A recomendação oficial do governo é de 14 dias de descanso.

Leia a reportagem completa

30 de junio, 2020 O super
mercadismo na pandemia
recorde de vendas, desigualdades, riscos e falta de transparência
Até meados de março, Madalena tinha uma das profissões mais seguras do mundo. Caixa de supermercado.
Mas a pandemia de Covid-19 mudou tudo. Hoje, poucas profissões são mais arriscadas. Um de cada dois trabalhadores de supermercado está em risco de infectar-se, segundo um estudo.

Leia a reportagem completa
Slide Para piorar, Madalena trabalha em uma unidade do Atacadão – “atacarejo” do Carrefour na zona norte de São Paulo.
É um lugar insalubre per se. Instalado num bairro com problemas “naturalmente graves”. Não faz falta um vírus: a idade média ao morrer é de 61 anos. Vinte a menos que em áreas de classe alta.
Slide Mas em junho de 2020 se tornou um dos piores lugares do mundo: uma das lojas mais movimentadas da área com mais mortes, do estado com mais mortes, do país com mais mortes da América Latina.
“Os clientes estão em cima de nós. Não há nenhum distanciamento”, disse Madalena por telefone no começo de abril.
Um vídeo gravado nessa loja viralizou: um homem pede solidariedade e alerta para o perigo de estarem todos amontoados. veja o vídeo “Foram sete dias como 23 de dezembro”, celebrou Belmiro Gomes, CEO do Assaí, o
“atacarejo” do Pão de Açúcar, em referência à primeira semana de quarentena.

Leia a reportagem completa
Os afortunados batem recordes de compra pela internet. Os pobres colocam o corpo: amontoam-se em frente à gôndola enquanto expõem a risco outros pobres, como Madalena, que os atendem. Passaram 45 dias.
Voltamos a ligar para Madalena.
O que ela te disse? Ignorou. E se foi. E eu fiquei aí, atendendo as pessoas. Até que chamei o segurança e disse: ‘Desculpa, mas eu tenho que sair. Vou desmaiar.’
No trabalho. Eu estava suando frio, passando mal. E você disse? Sim, imediatamente. Para a supervisora. Onde você recebeu diagnóstico?
O Carrefour declara haver adotado altos padrões de segurança. Os funcionários discordam. Depois de sete dias, com dificuldade para respirar, Madalena teve de voltar ao trabalho. A recomendação oficial do governo é de 14 dias de descanso.

Leia a reportagem completa